04 outubro 2016

[ENTREVISTA] Roberta Spindler

Buenas, personas! Hoje a nossa entrevistada é a coautora de Contos de Meigan - A Fúria dos Cártagos, a paraense Roberta Spindler, autora da distopia A Torre Acima do Véu. Na entrevista, Roberta fala mais sobre o enredo, como é a trama, qual o segredo de seus múltiplos talentos em escrita e as suas expectativas quanto à recepção, pelo público, do novo livro. Estou com água na boca, de saber das novas informações. Confiram abaixo as breves perguntas feitas a Roberta, que está de malas prontas para lançar seu livro na Bienal de São Paulo, logo mais este mês!

Roberta Spindler, paraense.






THAY GOMEZ: Roberta, a julgar pela sinopse, podemos verificar que a ambientação no cenário distópico de "a Torre" nos dá a entender que a história se passa no Brasil, no Rio de Janeiro ou talvez Buenos Aires. Procede, esta suposição?
ROBERTA SPINDLER: Neste cenário que criei, os blocos econômicos acabaram engolindo os países, não há mais divisões dentro de um bloco. Dessa forma, surgiram grandes megacidades. Rio-Aires é uma delas, pertencente à ULAN (União Latina). Explicando de maneira simples, seria uma junção da cidade do Rio de Janeiro até Buenos Aires. Dá para avaliar que o tamanho era enorme, né? Bem, a história se passa num pequeno pedaço dessa megalópole.
TG: Sabemos que Jogos Vorazes focaliza o contraste entre o luxo da Capital e a pobreza dos distritos; Feios retrata uma ditadura da beleza; Delírio fala do amor como uma doença curável e outras distopias abordam temas específicos. A TORRE ACIMA DO VÉU dá ênfase a algum aspecto em especial - ciência, romance romântico, sociedade, política ou outro?
RS: Minha história se foca bastante em como moradores da Nova Superfície vivem, como funciona aquela nova sociedade comandada pela Torre. Além disso, posso dizer que é uma trama bastante ágil, com muita ação e suspense.
TG: Percebe-se que você é uma escritora multi-talentosa: tem um lado fantástico, agora lança uma distopia e, certamente, você se adaptaria a um outro gênero para escrevê-lo com qualidade e dedicação (se já não o fez! ^^). Qual o segredo da sua versatilidade e como define a experiência de retratar um tema tão singular, como a ficção distópica?
RS: Obrigada pelos elogios! ;)
Bem, não tenho um segredo. Na verdade, para começar a escrever uma história eu preciso acreditar nela, ficar empolgada. Se isso acontece, não importa qual é o gênero, vou sentar e escrever com todo o prazer!
TG: Você acredita no poder da Distopia como uma ferramenta de aproximação do público jovem com a leitura?
RS: Não só a distopia, mas qualquer gênero pode aproximar o jovem da leitura. Creio que neste momento as distopias estão mais em alta por conta do sucesso de Jogos Vorazes, Divergente e outros, mas antes vimos romances sobrenaturais, fantasia e mais gêneros encantando os jovens. 
TG: Quais foram as suas referências para a composição desta obra?
RS: É engraçado porque boa parte da trama inicial me veio num sonho. A Nova Superfície, a névoa, os Alterados, os sombras. Claro que depois trabalhei bastante para dar forma a este mundo. As referências foram variadas. O nevoeiro de Stephen King foi uma grande inspiração, o jogo Mirror’s Edge, que me ajudou a visualizar a Beca se aventurando por arranha-céus, e as HQs do Juiz Dredd.
TG: Até onde sabemos, o seu livro é uma das pioneiras obras distópicas brasileiras. E qual a sua expectativa de recepção do público deste universo?
RS: Há outras distopias nacionais. A Ilha dos dissidentes, da Bárbara Morais, por exemplo. Ela lançará o volume 2 da trilogia na Bienal. Já li o primeiro e estou bastante curiosa pelo segundo. Bom, quando à expectativa do público para com A Torre Acima do Véu, espero que os leitores gostem da história, se aventurem pelos megaedifícios, que temam os sombras que aparecem ao anoitecer, que passem um tempo jogando sinuca no bar Fênix e que, acima de tudo, tenham a coragem para descobrir o que há dentro do véu. =)
LEIAM MAIS ROBERTA!




\\o Boas Leituras o//

Entrevista concedida em Julho/2015

Comentários via Facebook

1 Comentários:

  1. Adorei a entrevista com a Roberta! Sou fã do trabalho dela e tenho a certeza de que ela pode escrever sobre o que ela quiser, ainda mais dentro da ficção especulativa. A Roberta vai longe! Beijos.

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