14 julho 2015

[RESENHA] A Culpa é das Estrelas (John Green)

Conta o romance de dois jovens que se conhecem no Grupo de Apoio para Crianças com CA: Hazel Grace, "dezesseis, tireoide, originalmente, mas com uma respeitável colônia satélite há muito tempo instalada nos pulmões". Hazel sobrevive com o uso de uma droga revolucionária que contém a metástase em seus pulmões, e Gus "Augustus" Waters, dezessete, ex-jogador de basquete, perdeu uma perna - o osteosarcoma. Assim como Hazel, Gus é muito inteligente e filosófico, almas afins; possui um humor gostoso e adora brincar com os clichês da doença. É pelo riso que enfrentam o dia a dia. Forte, trágico, inspirador. Uma história para ser lida e recomendada.
GREEN, John. A culpa é das estrelas. Tradução de Renata Pettengill. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2012, 288 p.
Skoob  FanPage (livro)
Skoob  FanPage (livro)

Okay.

Revoltada. Chocada. Enfurecida. Arrasada. Emocionalmente em frangalhos. Em ressaca literária. Estes são apenas os sentimentos mais simples que o livro me despertou! Apesar de já saber como a história terminava - porque a minha irmã fez o favor de contar ao telefone a uma colega, enquanto eu estava na sala [chora!], saber do fim não tirou o brilho do início e o fulgor dos meios.

O livro informa e emociona, nos maravilha e extasia, mas também enfurece. Não procure aqui um romance água-com-açúcar. É a dor e o amor da vida real - com o que ele tem de mais profundo e tocante, entre dois pacientes que lidam com o câncer há muito tempo.

Quando a doença ocorre várias vezes na sua família, você corre o risco de pensar que se acostumou com a ideia, de que ela não vai mais mexer com seu interior, e até Nicholas Sparks eu pensava no limite do razoável. Porém, depois de Hazel e Gus, isso mudou: eu chorei novamente e era difícil parar. É pior ainda em uma releitura, ou quando se sabe previamente do final, porque cada palavra tem mais significado.

Eu me apaixonei por Gus Waters - como 99% das leitoras no mundo. Admirei-me com a inteligência de Hazel - perfeitamente compatível com o hábito leitor que ela desenvolveu por conta da doença. Emocionei-me com os pais dela, em especial com sua mãe. O casal protagonista acabou se envolvendo muito rápido, a meu ver; mas aí você considera: qual a razão de demorar a amar se você pode ter apenas hoje para fazê-lo?
Hazel é uma figura. Dei boas risadas, também.

Faltando pouco para eu completar meu décimo sétimo ano de vida minha mãe resolveu que eu estava deprimida, provavelmente porque quase nunca saía de casa, passava horas na cama, lia o mesmo livro várias vezes, raramente comia e dedicava grande parte do meu abundante tempo livre pensando na morte. (p. 7)


O livro choca e inspira. É bem complementado pelo filme.
Não há razão para desprezá-lo: precisa ser lido!



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1 Comentários:

  1. O livro é bom, é divertido, uma leitura gostosa. Gostei muito da adaptação, eles foram bem fiéis e acabou sendo mais emocionante pra mim do que o livro em si. Eu achei o Gus uma personagem cativante. O amor entre ele e a Hazel foi bem natural e nada piegas, esse foi um dos pontos fortes do livro. Outra coisa que eu gostei, foi o fato da escrita do John Green não ter sido melancólico, levando em consideração a doença das personagens. Muito pelo contrário, ele construiu protagonistas fortes, porém humanos.

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