21 julho 2015

[RESENHA] A Elite (Kiera Cass)

A Seleção começou com 35 garotas. Agora restam apenas seis, e a competição para ganhar o coração do príncipe Maxon está acirrada como nunca. Só uma se casará com o príncipe Maxon e será coroada princesa de Illéa. Quanto mais America se aproxima da coroa, mais se sente confusa. Os momentos que passa com Maxon parecem um conto de fadas. Quando ela está com Maxon, é arrebatada por esse novo romance de tirar o fôlego, e não consegue se imaginar com mais ninguém. Mas sempre que vê seu ex-namorado Aspen no palácio, trabalhando como guarda e se esforçando para protegê-la, ela sente que é nele que está o seu conforto, dominada pelas memórias da vida que eles planejavam ter juntos. America precisa de mais tempo. Mas, enquanto ela está às voltas com o seu futuro, perdida em sua indecisão, o resto da Elite sabe exatamente o que quer — e ela está prestes a perder sua chance de escolher. E justo quando America tem certeza de que fez sua escolha, uma perda devastadora faz com que suas dúvidas retornem. E enquanto ela está se esforçando para decidir seu futuro, rebeldes violentos, determinados a derrubar a monarquia, estão se fortalecendo — e seus planos podem destruir as chances de qualquer final feliz.
CASS, Kiera. A Elite. tradução de Cristian Clemente. São Paulo: Seguinte, 2013, 354 p.

Mas o problema é: Maxon não me pertencia, para começo de conversa. Havia mais outras cinco meninas comigo - meninas com quem ele saía e cochichava coisas - e eu não sabia o que pensar disso (...) E, claro, havia Aspen. (p.8)

Olha, dizem que a "zica" dos segundos livros de sagas fazem a festa, porque vamos com muita sede ao pote, após uma estreia espetacular, e acabamos nos decepcionando. Fico feliz em dizer que A Elite passou longe de qualquer decepção! O segundo volume veio dar ainda mais brilho à história iniciada em A SELEÇÃO, colocando Kiera Cass no hall das minhas autoras de Literatura infantojuvenil preferidas. 

A Seleção para encontrar a nova princesa de Illéa começou com 35 garotas, que passaram por jogos e processos naturais de afunilamento até que restassem apenas 6.
A competição nunca foi tão acirrada.
Os sentimentos de America por Maxon e Aspen nunca foram tão confusos.
E as chances de ela acabar voltando para casa por não conseguir tomar uma decisão  e estar prestes a fazer besteira estão cada vez maiores.

A complexidade e o gênio de America me fascinam. O que, pela capa, eu julgava ser um romance simples, cheio de açúcar e até fofinho demais, mostra uma protagonista forte e complexa, que tem sentimentos conflituosos em seu coração e uma centelha de fogo para tacar naquele país. Ela é imprevisível. Nunca sabemos o que esperar de America, e é por isso que desejamos ver mais e mais dela. É por isso que ela é a mais indicada a rainha de Illéa.

- Quero saber se há a possibilidade de existir um "nós".Ele ajeitou meus cabelos para trás dos ombros.- Penso que as chances são bem altas - afirmou sem rodeios. (pp. 12-13)

A própria história consegue provocar em mim sentimentos conflituosos: amor pelas atitudes cavalheirescas de Maxon, carinho pelo romance entre ele e America. E, ao mesmo tempo, sinto revolta pelas mancadas desse casal. Especialmente pela incapacidade dela de decidir por um, sabendo qual deles realmente ama, e os jogos com ambos os rapazes. 

Foi muito breve. Mas naqueles poucos segundos, senti aquela necessidade, aquele desejo, que Aspen costumava despertar em mim. Bastou um olhar para eu sentir meus joelhos tremerem. (pp. 37-38)

Mas, como nem só de romance sobrevive o livro, alguns pontos interessantes que ressalto aqui são as cruéis punições para quem desobedece a lei e a realeza; os ataques rebeldes, que estão crescendo em importância e violência, bem como em mistério, visto que eles parecem estar em busca de uma coisa específica, no castelo; a Oralidade, um ponto importante na cultura do país, na educação dos jovens, que não têm acesso a livros; o resgate da festa de Halloween e daquela dança memorável, em especial. Aprecio, ainda, que os principais fatos não demoram a ocorrer: Kiera mantém suspense e revelação na medida certa. Os elementos opositores ganham mais força neste volume, e cito as garotas da Elite, como Celeste, Kriss e o próprio Rei Clarkson, personagens em quem a própria protagonista consegue ver beleza.

Eu quase agradeci Celeste naquela hora. Ela podia ser mil coisas que eu odiava, mas em compensação nunca se intimidava. Bem que eu precisava ser um pouco assim. (p. 175)
A ELITE não é um romance fofo: apresenta um panorama distópico, um rei absolutista, uma sociedade de castas sem perspectiva de mudança e muitos elementos de crueldade, permeados à disputa romântica. Enfim, é uma série que leio, que me conquistou e recomendo para todos os públicos. Os homens verão com preconceito, porque não querem ser vistos lendo um romance de capa muito feminina e delicada, mas não sabem o que estão perdendo!


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1 Comentários:

  1. Eu fiquei com zica da America. Algumas atitudes dela me deram nos nervos nesse segundo livro, principalmente pelos dois homens. O triangulo...sei lá, fiquei com vontade de que ela terminasse sozinha em certo ponto xD
    Mas é um livro bom. Apesar de ainda achar que seria legal a autora ter focado um pouco mais na politica, dar força à essa parte da história...

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