06 julho 2015

[RESENHA] O Menino dos Fantoches de Varsóvia (Eva Weaver), por Héverton Cavalcante

Boa noite, pessoal! Apresento nosso mais novo colaborador: o músico, compositor e futuro estudante de Publicidade ;-D Héverton Cavalcante (ver perfil abaixo)! Se eu tiver sorte, ele continuará resenhando alguns títulos, este ano. Aguardem novidades e os próximos livros resenhados. A estreia de Héverton se dá com o emocionante livro de Eva Weaver, O MENINO DOS FANTOCHES DE VARSÓVIA!


Mesmo diante de uma vida extremamente difícil, há esperança. E às vezes essa esperança vem na forma de um garotinho, armado com uma trupe de marionetes – um príncipe, uma menina, um bobo da corte, um crocodilo... O avô de Mika morreu no gueto de Varsóvia, e o menino herdou não apenas o seu grande casaco, mas também um tesouro cheio de segredos. Em um bolso meio escondido, ele encontra uma cabeça de papel machê, um retalho... o príncipe. E um teatro de marionetes seria uma maneira incrível de alegrar o primo que acabou de perder o pai, o menininho que está doente, os vizinhos que moram em um quartinho apertado. Logo o gueto inteiro só fala do mestre das marionetes – até chegar o dia em que Mika é parado por um oficial alemão e empurrado para uma vida obscura. Esta é uma história sobre sobrevivência. Uma jornada épica, que atravessa continentes e gerações, de Varsóvia à Sibéria, e duas vidas que se entrelaçam em meio ao caos da guerra. Porque mesmo em tempo de guerra existe esperança. (Skoob)

WEAVER, Eva. O MENINO DOS FANTOCHES DE VARSÓVIA. Ribeirão Preto: Novo Conceito, 2014, 400 p.
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Orelha de Livro


Sempre que você vir um casaco comum, pense no que pode existir em suas dobras, quais memórias podem estar escondidas em seus bolsos [...] há muitas histórias costuradas em suas mangas, e muitos tesouros guardados em seu forro. (P. 392)

Como se despertasse do sono, saí do mundo mágico (que era muito real) de "O Menino dos Fantoches de Varsóvia" e finalmente voltei para o meu próprio mundo: vi que, de repente, acabou um livro que – apesar de eu demorar para ler, me cativou e me deixou curioso até a última página. Eva Weaver está longe de ser uma das autoras que faz você colar no livro até perceber que ele acabou. Mas ao menos nessa obra – a única que conheço dela – Eva construiu a história de forma que desperta muita curiosidade sobre todos os personagens. A história é narrada em boa parte por Mika, e ele conta ao neto tudo por que passou em Varsóvia.



O livro começa em tom de Epílogo.
Após andar pelas ruas de Nova York com seu neto (Daniel), Mika se depara com o pôster de uma peça que se chama "O menino dos Fantoches de Varsóvia" (que, por curiosidade, é apresentada também por fantoches) e acaba passando mal por lembrar de toda sua história e sofrimento em Varsóvia. E ao chegar em casa, pega seu sobretudo (companheiro durante toda a vida; onde guardava seus fantoches) e decide contar toda sua história para seu neto.


Mas aqui, preso atrás do meu sobretudo, as coisas ficaram mais claras do que nunca: eram os fantoches que davam as ordens, não eu. Era eu quem os seguia, e não o contrário. Depois que eu escolhia o primeiro, os fantoches decidiam como o restante do espetáculo iria prosseguir. (P.96)
O Narrador varia entre o Observador e o Personagem, alternando pontos de vista. A história se passa em meio à Segunda Guerra Mundial, com a invasão da Alemanha à Polônia e suas consequências. Ela te cativa de um modo que até os leitores menos sensíveis abrirão um sorriso, ao ler.

Apenas imagine: você está em meio ao caos de uma guerra; doente; com seu povo sendo humilhado, assassinado; sua família está em perigo. E, como quem rouba sua consciência por um momento, chega um manipulador de fantoches para te fazer esquecer um pouco do sofrimento. 

A primeira impressão é a de que é uma narrativa muito "solta"; às vezes, envolve detalhes que parecem ser inúteis, mas adiante você percebe que precisava deles para entender a história. O livro é uma obra completa. Todos os personagens centrais apresentados têm destinos bem explicados. Nada daquela boa e velha maldade de autor, ao querer deixar que você tire sua conclusão sobre o fim dos mesmos. Algumas passagens são longas, ele parece cansativo no início, mas a partir do capítulo 5, o livro começa a nos envolver completamente.

Revisão muito boa, edição impecável. 4 estrelas de 5.







Héverton Cavalcante tem 17 anos, é músico, compositor, grande amante de livros e livrarias, fotografia e música. Pré-universitário, tem diversos desejos profissionais, que vão da Arquitetura à Música e ao Marketing.

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2 Comentários:

  1. Gosto muito de histórias que se passam durante a Segunda Guerra. Essa parece ser ótima.

    http://tudoqueeuli.blogspot.com

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  2. Pois sim, Erica!
    Há inúmeras histórias ambientadas na época da Segunda Guerra, e todas têm um apelo maravilhoso à emoção do leitor. Esta não deve ser diferente. Ansiosa por ler. *__*

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