09 julho 2015

[RESENHA] Perdendo-me (Cora Carmack)

Bliss Edwards está se formando na faculdade de Teatro e é super grilada porque ainda é... Virgem. O tabu na sociedade americana é indescritível. Como isso a afetou, uma vez cansada de ser a única virgem da turma, decide acabar com isso da forma mais prática que ela conseguiu imaginar: em uma noite casual, a One-Night Stand. E aí, ela encontra o homem mais perfeito possível, leva-o para casa: atraente, loiro, olhos azuis, britânico, com um sotaque de arrepiar até o último fio de cabelo... E ela sai correndo da cama, em pânico, deixando-o ali. Tudo bem, era apenas um estranho mesmo, poderia sumir, deixar a vida correr, a noite passar e tentar novamente na semana seguinte. Tudo pronto para voltar à normalidade das aulas de Teatro, no dia seguinte. Mas sabem quem ela encontra na faculdade? Aham.
CARMACK, Cora. PERDENDO-ME. Tradução de Ana Death Duarte. Ribeirão Preto-SP: Novo Conceito, 2014, 286 p.


"... quanto mais honesto você for consigo mesmo, melhor. Esperanças e sonhos são ótimos, mas eles são muito mais fáceis de serem partidos do que um plano sólido." (68)
Eu nem esperava gostar do livro, mas ele realmente me pegou de um jeito diferente. Clichê total, mas conseguimos ler rapidamente, avançar na leitura de forma fluída, rindo com as trapalhadas de Bliss, que ainda considera sua virgindade intacta a coisa mais antiquada do mundo. Ela não é um personagem rasa ao cúmulo, apesar de também não poder ser considerada complexa. 

Eu me apeguei ao livro e seus protagonistas, Bliss e Garrick (Oláá, 8ª Maravilha!) no decorrer da história. Acredito que, se o autor é bom, ele sabe pegar um completo clichê e transformá-lo em algo que valerá a pena ser lido, e foi o que senti com Cora. Gosto de como a história não é um hot habitual, e não se foca completamente no romance entre os dois protagonistas, mas mostra a vivência de Bliss como aluna de Teatro, aspirante a um Tony Award e que fica feliz simplesmente cercada de amigos.

A linguagem é bem jovial, século XXI, fácil de ler. A edição ficou belíssima, com um design de capa atrativo, folhas amareladas e uma fonte que poderia ser um ponto maior, mas não atrapalha a leitura. 

Garrick é um ótimo par, charmoso, britânico, um colírio para qualquer mulher. Há algumas cenas muito fofas do livro - muitas delas que me levam a pensar se a autora não está realizando uma fantasia através da personagem kkk - mas, no geral, eu curti o romance. E o desfecho foi tudo que esperei e mais.

"Era engraçado sentir falta das pessoas antes mesmo de deixá-las, mas era isso o que eu estava sentindo agora." (258)

Recomendado!


Comentários via Facebook

0 Comentários:

Postar um comentário

Obrigada pela presença e participação! ATENÇÃO: Todos os comentários são moderados. Aqueles considerados inapropriados à nossa política serão automaticamente excluídos. Comentários anônimos não serão aceitos.