21 agosto 2015

[RESENHA] A Herdeira (Kiera Cass)

Vinte anos atrás, America Singer participou da Seleção e conquistou o coração do príncipe Maxon. Agora chegou a vez da princesa Eadlyn, filha do casal. Prestes a conhecer os trinta e cinco pretendentes que irão disputar sua mão numa nova Seleção, ela não tem esperanças de viver um conto de fadas como o de seus pais… Mas assim que a competição começa, ela percebe que encontrar seu príncipe encantado talvez não seja tão impossível quanto parecia.




Depois do “felizes para sempre”, vêm os herdeiros. Neste caso, em especial, A HERDEIRA. Eadlyn Schreave é osso duro de roer. A filha primogênita de Maxon e America está pronta a assumir o reino como Rainha sem par, vinte anos depois da vitória de sua mãe na Seleção. Eadlyn é forte, cabeça dura, teimosa, resoluta, e não tem planos para ter um marido que a governe, ou que dê palpites na forma de governar Illéa. Tudo bem. Até que novos ataques rebeldes inexplicados terminam por provocar a criação de uma nova Seleção: a da própria princesa Eadlyn.

Eadlyn é uma mistura curiosa de America e Maxon, da rainha Amberly e do rei Clarkson. Ela não é fácil, e não tem a simpatia de seu povo porque simplesmente acha que não precisa fazer por merecê-la, já deveria ser amada pelos súditos automaticamente ao nascer. Mas a coisa não é bem assim. Muitas pessoas se revelam pessimistas em relação ao momento em que o Rei Maxon vai abdicar de seu trono para que a filha.

“Trinta e cinco cestos me aguardavam lá no escritório, repletos do que deveriam ser dezenas de milhares de inscrições, todas deixadas em envelopes para garantir o anonimato dos cavalheiros. Tentei demonstrar ansiedade por causa da câmera, mas na verdade estava a ponto de vomitar em um daqueles cestos a qualquer momento. Seria um jeito de afunilar as opções.” (p. 60)
Sim, America e Maxon tiveram muitos filhos, quatro: Eadlyn e Ahren, gêmeos; Kaden e Osten. Há muitos rostos conhecidos morando no castelo e nas proximidades, a exemplo da família Leger e da Woodwork; May agora é a Tia May arrasa-corações, uma versão mais jovem de America e está presente para colaborar na Seleção. Madame Marlee Woodwork teve dois filhos: Kile e Josie, que vivem em pé de guerra com a Herdeira. Mas o destino prega peças interessantes nos jovens. Há cenas que eu reprisaria em loop infinito.

“E, mesmo quando recuou, seu nariz continuou tocando o meu, tão próximo que eu podia sentir os resquícios de vinho em sua respiração.
- Acha que isso basta?
- Eu... hum... não sei.
- Só para garantir.
Ele pressionou a boca contra a minha de novo. Fiquei tão surpresa por receber outro beijo como aquele que pensei que meus ossos fossem derreter.” (p. 136)
Esse livro fala sobre a importância de se proteger, mas também a relevância de se entregar, de permitir que melhoras se realizem em nós, a partir da convivência com um par, ao deixarmos alguém se aproximar de verdade. 
Particularmente, à exceção de Kile e Henri, e até Erik, eu não me apeguei muito aos Selecionados. Alguns me surpreenderam de forma bem negativa, e perderam todos os pontos comigo. Fatores linguísticos também me chamaram a atenção sobremodo, no livro. Como a condição de Henri.

“... palavras são armas. São tudo de que precisa.” (p. 268)

Em suma, é um livro que, apesar de ficar aquém dos volumes anteriores, no quesito expectativa, é bom o suficiente para ser lido e aproveitado. Recomendo!


Comentários via Facebook

1 Comentários:

  1. Não sei se chega a ser bom como os outros, mas mais desse universo é sempre bem vindo. Estou ansiosa pra ver o que aconteceu tantos anos depois e ter uma nova perspectiva. O mais legal desse livro é a oportunidade de ter mais sem ser igual aos outros. Quero ler também!

    ResponderExcluir

Obrigada pela presença e participação! ATENÇÃO: Todos os comentários são moderados. Aqueles considerados inapropriados à nossa política serão automaticamente excluídos. Comentários anônimos não serão aceitos.