03 agosto 2015

[RESENHA] Três Dias para Sempre (Janda Montenegro)



Três dias para sempre - Quanto tempo você precisa para saber que está apaixonado? Uma semana? Um mês? Um ano? Line e Teo só precisaram de três dias. E, em três dias, eles vivem uma paixão que, ela sua vontade, duraria para sempre. 
Line mora sozinha no Rio, ainda juntando os cacos depois que o seu noivo a abandonou no dia do casamento. Sem um emprego decente, sem um amigo sequer e sem coragem de voltar para a sua cidadezinha natal, ela vê os dias passarem enquanto aguarda algum sinal do destino 

sobre qual caminho seguir. No ônibus ela conhece o brasiliense Teo, que está na cidade a passeio, curtindo o verão mais escaldante dos últimos mil anos. Olhares trocados, mensagens de 
texto e uma vontade incontrolável de se ver mais uma vez... É assim que começam as paixões mais gostosas. Para Line, poderia ser apenas uma distração (maravilhosa) para as noites quentes 
de Copacabana, seja nos barzinhos junto com a galera ou na (quase) privacidade do apê onde Teo está hospedado. O problema é que um coração cansado de sofrer se preenche com a maior facilidade e Teo não pode ir embora sem saber que mudou a vida dela para sempre.
MONTENEGRO, Janda. TRÊS DIAS PARA SEMPRE. Ribeirão Preto: Novo Conceito, 2015, 270 p.
SKOOB

Dispensável.
Não consegui me encaixar na leitura de TRÊS DIAS PARA SEMPRE.
Começou muito bem, mas desandou quando se tornou  repetitivo, falando de um tema completamente desinteressante e que apenas se salvou por ocasião da curiosidade que eu tinha sobre os trabalhos em hotéis.

Line é muito iludida, fácil, e honestamente, surreal.
A personagem é baiana e tem trejeitos de seu sotaque regional, porém em muitos pontos, este é exagerado, forçado. Ela foi abandonada no altar e se tornou insegura e amargurada sobre tudo: sua aparência, seu trabalho, sua vida. Ou seja, ela não tem um único traço de força que a faça valer a pena ser lida. Todos esses problemas a afetaram na forma de se relacionar com outras pessoas, sobretudo com o sexo masculino, e ela aceitou a perda de seu valor.

O par romântico, Teo, não teve carisma suficiente para protagonizar um romance com a personagem principal, não possuía qualquer charme e adorou as situações que Line facilitou para ele, como todo homem adoraria, estando de viagem em uma cidade estranha e sem a menor vontade de possuir vínculos. Estudante de Filosofia e skatista nas horas vagas... O amigo, Canutto, conseguiu arrancar mais sorrisos de mim.

O livro peca em diálogos forçosos, que querem parecer inteligentes, sendo os aspectos sociolinguísticos, na página 132, foram o que mais me chamou atenção, no livro inteiro.

O final é inexplicavelmente aborrecido. Talvez uma lição para não confiarmos na tecnologia tanto assim, mas para mim, deixou muito a desejar. Não nego que pulei várias páginas e capítulos, porque ele se tornou repetitivo: os três dias mais monótonos e sem jeito da história. Que, se em alguma coisa, mudaram a vida da protagonista, foi para PIOR.


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