28 setembro 2015

[DOMINGAS] DAS RELIGIÕES

Não critico a religião dos meus irmãos.
Sou Católica e tenho amigos espíritas, protestantes da Batista, Presbiteriana, Assembleia de Deus, Testemunhas de Jeová, da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. A única coisa que consigo sentir por eles é amor. Um amor fraternal, que não pode, nem quer obrigá-los a acreditar nas minhas crenças. 

Eu tenho fé em Deus, que é Pai, Filho e Espírito Santo. E creio na intercessão de Maria perante Deus, como escolhida Dele para ser Mãe de Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador - ainda não obtive provas de que isso não seja verdade - para mim. Porém, respeito-a e vejo Nela a figura mais perfeita de Mãe, capaz de suportar o maior sacrifício a serviço de Deus.

Não posso concordar (com) ou discordar dos diversos credos dos meus irmãos que seguem outras orientações religiosas - e até daqueles que não seguem nenhuma - ou mesmo dizer que a minha Igreja é a única perfeita, a certa, a poderosa e quem não a segue está sujeito a punições, porque... Quem sou eu, para dizer que conheço A Verdade? 

Conheço a minha verdade, aquilo em que fui construída como Cristã, aquilo em que acredito. Isso basta para mim: não gosto que a questionem e desmereçam, pelo simples fato de que eu não questiono ou desmereço a verdade dos meus irmãos. Pelo contrário, sempre serão bem-vindos onde eu estiver; gosto dos convites para conhecer outras Igrejas, outros credos, reuniões e cultos religiosos, e me sinto bem ao visitá-los. Gosto de saber o que pensam e como vivem, e qual o seu olhar sobre aquilo que eu já conheço há muito tempo.

Uma das minhas melhores amigas é da Assembleia de Deus, e eu não poderia ter um debate religioso mais tranquilo com alguém, como tenho com ela: porque somos parecidas nisso, respeitamos o #Outro pelo que ele é, pelo que escolheu. Nunca a ouvi criticar um padre, na minha vida, e ela mal sabe como a admiro por isso. 
Não é por uma maçã podre que se perde a macieira.
Tenho dúvidas mais sérias sobre as pessoas que tentam nos forçar a acreditar na verdade delas. Que nos forçam a escolher um lado. Que não percebem os próprios erros e se veem como "escolhidas". O fato de alguém abrir a boca para dizer que já está salvo, que já foi escolhido, parece-me mais curioso e fruto de #falta de Fé, do que da presença dela.

Amo e respeito os meus irmãos, sejam de que credo forem, ou mesmo se não tiverem nenhum religioso. Deus nos deu livre-arbítrio de credo, mas um mandamento bem especial: o de amarmos uns aos outros, como a nós mesmos. Parece-me a melhor opção, de longe ;-)

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