20 dezembro 2015

[DOMINGAS] Do Amor em Tempos como Este

Fico intrigada quando vejo pessoas que proclamam a beleza do amor ou lamentam que ele não existe mais; que escrevem poemas acreditando em algo subjetivo, que o cantam, esperam, desejam... Porém, ao vê-lo diante de seus olhos, estranham. E dele se escarnecem.

Lembro-me de que o que mais me incomodava ao ver na rua um casal apaixonado e feliz, sem medo de demonstrar o carinho que sentiam um pelo outro, era o simples fato de que eu ainda não tinha aquilo na minha vida. Isto porque a felicidade nua e crua costuma incomodar as pessoas infelizes - e, por que não dizer, também as hipócritas?

Hoje observo os enamorados e apenas abro um sorriso tímido, sem chamar atenção, desejando que aquele sentimento claro seja fortalecido a cada contratempo [o que é normal existir em qualquer relacionamento humano], renovado por cada risada entre os dois, uma chama reavivada a cada dia. Isso pelo simples fato de que, ao vê-lo diante de mim... Tive medo? Sim! Quem não temeria algo tão forte? Mas ainda assim, fui em frente. Fui ali ser feliz e não voltei atrás.

É no mínimo curioso que os jovens estejam se habituando com tanta naturalidade à noção das paixões efêmeras pregada pela mídia, e que isto esteja tão enredado em suas mentes que eles estejam recriminando a ideia de amar. Justo hoje, quando não somos obrigados a nos casarmos com quem não desejarmos. Justo hoje, quando nos é possível Amar abertamente, sem medida e sem os dotes bem dotados do Interesse e arranjos, que prevaleciam no século XIX.

Se subsistirá até o fim da vida ou da semana, 
Se será firme e forte nos bons e maus momentos,
Se sofrerá perseguição - como o Maior Homem do Mundo,
Creio que seja apenas uma forma de o Amor proclamar: Sim, eu estou aqui. Estou lutando. De que lado você está?

Não adianta falar do Amor, desejá-lo, e temê-lo quando Ele chegar: viva-o e deixe-se viver por ele.


A vista de cá é linda.

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