05 outubro 2015

[Resenha] Por um toque de ouro (Carolina Munhoz)

"Por um toque de ouro" estreia a Trindade Leprechaun, a primeira trilogia de Carolina Munhoz, inspirada nas lendas irlandesas. Ambientado na Dublin contemporânea e tendo como protagonista uma jovem socialite do mundo fashion irlandês, que descobre ser herdeira de uma rara linhagem de seres mágicos considerados guardiões de potes de ouro, o livro é um romance de fantasia urbano e contemporâneo. (Skoob)

MUNHOZ, Carolina. POR UM TOQUE DE OURO. Rio de Janeiro: Fantástica Rocco, 2015, 270 p.

O LIVRO
A AUTORA

"Concentrou-se e sentiu uma onda de poder inundar seu peito, causando queimação. Respirou fundo e contou mentalmente até três. Aquele era o seu número sagrado. O número das folhas do trevo da sorte, o símbolo em seu anel. Um... Dois... Três. Ela gritou com intensidade." (p. 194)

O livro de Carolina Munhoz foi uma agradável surpresa para a minha experiência com a escrita da autora. Eu a conhecia desde o tempo de A Fada, mas fico feliz por ter começado por este livro, que foi incrível! É muito fácil para o leitor se apegar à protagonista e também ao seu melhor amigo, Darren. Uma pena não podermos conhecer melhor os pais de Emily, que ficam sempre no recanto da história.

"Sou apenas orgulhoso. Tenho uma filha muito talentosa que só fala o que pensa. Dizem também que ela me ama. de que mais preciso?" (p. 43)
Emily tem uma sorte fora do comum. As situações desagradáveis de que ela já escapou parecem coisa de cinema. E ela também foi dotada de uma capacidade de acerto e crescimento, de rentabilidade enormes. Nunca soube de onde vinha tanta SORTE, mas com certeza decidiu aproveitar bem sua maré permanente de bons resultados.

"Era curioso reviver o incidente do banho de bebida. Como tinha saído quase sem uma gota no vestido? Aquela habilidade de escapar de situações arriscadas com tanta facilidade às vezes não lhe parecia normal." (p. 53)

Agora, claro, temos uma heroína com traços de anti-herói: ela não é a moça certinha da história. Carrega um longo histórico de soberba, bebida, promiscuidade, luxúria, acumulação de riqueza, valorização da beleza externa e ausência do amor. Tudo regado a uma grande ausência de culpa por tais falhas.

E o que foi o desfecho? Quem já viu o filme Roubando Vidas e outros do gênero, vai se identificar com aquele final. Foi emocionante, surpreendente - exceto pelo fato de que eu já desconfiava, desde a festa de casamento. Super recomendo!


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