25 janeiro 2016

[RESENHA] A vez da minha vida (Cecelia Ahern)

Um dia, quando Lucy volta do trabalho, dá de cara com um envelope dourado no tapete. No envelope, um convite para ela encontrar-se com Sua Vida. Sua vida. Pode soar peculiar, mas Lucy leu sobre isso em uma revista. De qualquer forma, ela não pode ir ao encontro: está muito ocupada desprezando seu emprego, fugindo de seus amigos e evitando sua família. Mas a vida de Lucy não é o que parece. Algumas das escolhas que fez e das mentiras que contou também não são o que parecem. Desde o momento em que ela conhece o homem que se apresenta como sua Vida, suas meias-verdades são reveladas totalmente — a não ser que ela aprenda a dizer a verdade sobre o que realmente importa. Lucy agora tem um encontro marcado com sua Vida — e não pode fugir
AHERN, Cecelia. A vez da minha vida. Tradução de Ronaldo Luís da Silva. Ribeirão Preto/SP: Novo Conceito Editora, 2012, 384 p.
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Você nunca se esquece das coisas que fez e que sabe que não deveria ter feito. Elas ficam vagueando por sua mente... Você as vê ali, nas proximidades, espreitando de preto e branco listrado, saltando para trás das caixas de correio logo que sua cabeça vira para encará-las. Ou então é um rosto familiar, em meio a uma multidão que você vislumbra, mas então perde de vista. Um irritante Onde está Wally? sempre escondido em cada pensamento, em sua consciência. O que você fez de ruim sempre está lá, para que você não se esqueça. (p. 6)

Então, eu não gostei do livro. Mas vou explicar por quê. Devo deixar claro que esta é a minha opinião. Outras pessoas podem ler e achar o livro fenomenal, como de fato muitas consideraram. Quando li a sinopse, achei a premissa bem legal: tipo, você ter a chance de se encontrar com a sua Vida? Que tudo! Por um instante, lembrei de "The Kid" (Duas Vidas), que foi chocante e emocionante. Porém a semelhança parou por aí. Consegui encontrar uns trechos e pensamentos bacanas, que enriqueceram a leitura.

Você merece o que virá pra você. (p. 25)

Lucy perdeu o rumo.
Sua família abastada não a inspirou a seguir uma vida de sucesso. Mora num apartamento xexelento, com um gato que pode ser gata ou não, tem um emprego medíocre e um carro às vésperas de uma pane total. Sobretudo, suas relações com família e amigos e com o ex-namorado, Blake, são baseadas em tudo, menos Honestidade e presença. Lucy mente o tempo todo, escapa aos encontros com seus amigos, foge assim que chega e um lugar e se depara com um mínimo de pressão... Tudo isso, tentando aliviar a própria barra para parecer menos perdida do que está. 

Às vezes, números errados são números certos. (p. 222)

O livro se estendeu mais do que deveria e tentei curti-lo como um todo, porém não foi um dos meus favoritos. Mas como todo livro e filme tem ao menos um personagem ou 5 minutos que fazem tudo valer a pena, eu continuei a leitura e fui premiada com a presença de Don Lockwood, que mudou o tom da história para mim, e foi o que tornou a narrativa um pouco mais interessante, da metade para o final. Porém, não foi a salvação.

Infelizmente, para mim, não foi uma boa experiência: comecei a ler há um tempão (no meio da Copa) e só terminei hoje; intercalei outras leituras e finalizei outros livros antes deste; porém recomendo que tentem. De repente, para mim, foi o momento. Em algum momento do futuro posso reler e gamar na história!

A nota do livro, para mim, hoje, será 2, por conta da falta de conexão entre nós.


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