27 setembro 2016

[RESENHA] Dezesseis Luas (Margaret Stohl & Kami Garcia)


Sempre achei que não havia surpresas na pequena cidade de Gatlin. Mas como eu estava enganado! Dei de cara com uma maldição. E uma garota. E um túmulo. Eu, Ethan Wate, garoto normal de uma mínima cidade do sul dos Estados Unidos, vivo totalmente atormentado por sonhos, ou seria melhor dizer pesadelos com uma garota que nunca conheci. Mas então... Ela aparece! Lena Duchannes, linda e misteriosa, uma adolescente que luta para esconder seus poderes e uma maldição que assombra sua família há gerações. Um grande segredo está para ser revelado. Devemos estar prontos para o que vier.
GARCIA, Kami; STOHL, Margaret. Dezesseis luas. 15 ed. Rio de Janeiro: Galera Record, 2014.
Parecia não haver nada inacreditável demais para esta Gatlin. É engraçado como a gente pode morar em um lugar a vida toda e mesmo assim não vê-lo de verdade. (p. 198)
Dezesseis Luas é um romance que vai agradar o leitor de todas as idades. Nesta história, você conhece Ethan Wate e Lena Duchannes - quem é o protagonista, se ambos estão super conectados, até pela mente? -, dois jovens que se conhecem por sonhos seguidos, até que... ela aparece na cidade de Gatlin. Este lugar tem todos os elementos de que um bom suspense precisa: cenário macabro, magia, família, uma maldição. Aqui, as feiticeiras e magos não se denominam de outra forma, que não "Conjuradoras" e "Conjuradores".

Se eu tivesse de escolher apenas 10 livros para manter na estante, porque não poderia ter mais nenhum, Dezesseis Luas seria um deles. É um livro que eu voltaria para buscar durante uma enchente. Ou o primeiro que compraria depois da bonança. Doce e sexy, misterioso e convidativo, este é um livro para se ler, amar, guardar na estante e reler pelo menos 40 vezes, pelos próximos 20 anos.
Não existem coincidências (p. 94)
Ethan Wate é um dos personagens mais doces e fortes que já encontrei em um livro, bem como Lena Duchannes. É um típico caso em que ambos são tão importantes e bem amarrados que não sei quem é protagonista. Arrisco dizer que ambos são. Coprotagonistas, Ethan e Lena formam um todo compacto e protagonizam algumas das cenas mais emocionantes na ficção. Magia, as árvores genealógicas da família Wate e Duchannes, Boo Radley, Macon, a telepatia, o assombro de Ravenwood, o ar sulista americano e seu sotaque fofo, o Furacão Lena. Uma escolha a ser feita.
Se ela não me escolhesse. Ninguém podia pegar dois caminhos. E depois de escolher um, não era possível voltar. (p. 125)
Eu me encontrei um pouco em Lena, um tanto em Ethan, um bocado no amor pelos livros da mãe de Ethan. Um longo e suave debate sobre a força do destino e quais são as limitações das nossas escolhas. Até que ponto podemos atuar no curso da nossa vida? Quanta tensão e pressão são colocadas sobre o jovem que chegou a um ponto da vida em que precisa fazer escolhas decisivas?
- Essa idiotice sobre destino. Ninguém pode decidir o que acontece com você. Ninguém além de você. (p. 172)
Vemos que o foco do terror não está no cemitério ou na igreja, como nos suspenses habituais, mas na escola; vemos a ironia de um grupo denominado "Anjos da Jackson" ser responsável pela punição de alguém, quando seu núcleo é podre. Um livro para guardar na estante, na memória e no coração.
Pena que só posso dar 5 estrelas. Daria 50!
\\o Boas Leituras o//
NOTA: 5 / 5

Comentários via Facebook

1 Comentários:

Obrigada pela presença e participação! ATENÇÃO: Todos os comentários são moderados. Aqueles considerados inapropriados à nossa política serão automaticamente excluídos. Comentários anônimos não serão aceitos.