23 setembro 2016

[Resenha] Crescendo (Becca Fitzpatrick)

Nora deveria saber que sua vida estava longe de ser perfeita. Apesar de começar uma relação com seu anjo da guarda, Patch [que, de anjo só tem o nome], e sobreviver a um atentado, as coisas não parecem melhorar. Patch está começando a se afastar e Nora não consegue descobrir se é para o seu próprio bem ou se o seu interesse voltou-se para sua inimiga mortal, Marcie Millar. Sem contar que Nora é assombrada por imagens de seu pai e ela fica obcecada querendo descobrir o que realmente aconteceu com ele na noite em que partiu para Portland e nunca voltou para casa. Quanto mais Nora se aprofunda no mistério da morte de seu pai, mais ela começa a se perguntar se sua ascendência nefilim tem algo a ver com isso, assim como o por quê de ela estar em perigo mais do que qualquer garota normal. Já que Patch não está respondendo suas perguntas e parece estar atrapalhando, ela tem que começar a procurar as respostas por si só. Confiar demais no fato de que ela tem um anjo da guarda põe Nora em perigo de novo e de novo. Mas ela pode mesmo contar com Patch ou ele está escondendo segredos mais obscuros do que ela pode imaginar?
FITZPATRICK, Becca. Crescendo. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2011, 288p.
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Atenção: esta resenha pode conter spoilers para quem não leu o primeiro livro, Sussurro.
Patch dispensa apresentações. Quem não se lembra daquele sujeito atrevido, instigante, que virou a cabeça de Nora e de muitas leitoras, nos últimos dois anos? O que ele terá de novo para nós, na sequência de Sussurro?
- Não me deixe, nunca - implorei a Patch.
- Você é minha, Anjo... Você me tem para sempre. (P. 22)
O bad boy mais amado da literatura, Patch Cipriano, salvou a vida de Nora quando os planos eram outros; agora, é seu namorado/anjo da guarda [para muitos fins teóricos e todos os práticos]. Infelizmente, além de ele não poder sentir o carinho da própria amada, a paixão entre os dois passa longe de ter aprovação geral - e quem dera que o problema fosse apenas com seres humanos. As dificuldades se acumulam: em menos de 2 anos, Nora Grey perdeu o pai, quase foi morta e ainda ganhou um amor que não deveria acontecer; tudo no romance com aquele encrenqueiro supernatural poderia ser atrativo e envolvente, mas ele tem andado distante, frio, e perigosamente envolvido com Marcie Millar [inimiga # 1 e nova parceira de aulas de Nora]. À medida que Patch se afasta, Nora se aproxima de um amigo de infância, Scott Parnell, que está de volta à cidade. E, para completar, ela tem tido constantes visões do pai morto.
'Anjo.' Levantei os olhos quando Patch disse meu apelido em meus pensamentos. 'Estar preto de você, da forma que for, é melhor que nada. Não vou perdê-la.' Ele fez uma pausa e, pela primeira vez desde que o conheci, vi uma sombra de preocupação em seus olhos. 'Mas já caí uma vez. Se eu der aos arcanjos motivos para imaginarem que estou remotamente apaixonado por você, eles vão me mandar para o inferno. Para sempre.' (P. 43)
Terminei o livro com um conflito de sensações, dividida. Sussurro foi bastante elogiado e conquistou muitos fãs pelo mundo; naturalmente, Crescendo gerou altas expectativas, inclusive em mim. O resultado foi que ele não me desapontou, curti pontos isolados, tem ação e emoção, mas a trama não me conquistou da forma que eu esperava. 

Como os leitores devem saber, eu curto ver a evolução de personagens em séries [um dos fatores que me atraem a elas], e não vi isto nos protagonistas. Pelo contrário, fiquei surpresa com os ataques dramáticos de Nora, que sempre me pareceu firme e decidida, apesar do turbilhão emocional que esconde desde a morte do pai. Honestamente, consegui detestar as atitudes dela mais do que as de Vee, que no 2º livro amadureceu, mesmo mantendo suas características essenciais. Nora deve saber que o romance com Patch não tem nada de normalidade, é infantil exigir demais dele, não compreender o que está na cara. Por outro lado, velhos personagens, como Basso, cresceram, e outros ressurgiram, saindo de uma simples referência a pessoas de fibra, como Scott Parnell, que me convenceu. 
Lá dentro, me apoiei na porta da frente e ouvi o carro de Patch se afastar. Minha visão ficou borrada pelas lágrimas. Fechei os olhos e desejei que Patch voltasse. Queria que ele estivesse comigo. Queria que ele me apertasse contra o seu corpo e me beijasse até desmanchar o sentimento de frio e vazio que me congelava por dentro, lentamente. Mas o som dos pneus rasgando a estrada molhada nunca chegou. (P. 5)
Um ponto positivo são as reviravoltas que o desenrolar da narrativa nos traz. Ao passo que Nora pesa o comprometimento de Patch com seu relacionamento e eles se afastam, o suspense ganha asas, com direito a uma boa cena de thriller. Foi emocionante, mesmo com aquela pitada a gosto de novela com Marcie. Isso é o mais interessante de Becca: mesmo que não curta o gênero ou estilo, a escrita dela nos prende até o final. Não importa a fonte mínima, o texto dela é gostoso de se ler. Mesmo sem ser fã da série e não se apaixonando pela trama, você quer ler o que ela escreve até a última palavra. Paradoxal.
A edição ficou bonita e a revisão não me causou aborrecimentos, mas a fonte ainda é pequena. A narrativa de Becca é atraente, e ela é dinâmica, sabe nos prender, mesmo que a trama seja previsível em alguns pontos. 

Boas leituras!

NOTA: 4/5

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3 Comentários:

  1. Ainda não li o primeiro, mas to pensando em comprar ele pela Avon, é em versão economica, mas é que o preço está acessível ao meu bolso no momento, rs !

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  2. Comprei o primeiro livro da série há muito tempo, mas até hoje não li. Sempre escuto as pessoas suspirarem pela Patch, vou ter que ler para saber se realmente é tudo o que dizem. Adorei a resenha.

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