15 outubro 2016

[Resenha] A Travessia (William P. Young)


Por conta de um AVC, Anthony Spencer, um egoísta milionário, entra em coma. Ao despertar, percebe estar em um lugar esquisito e habitado pela figura de um homem e de uma senhora... Jesus e o Espírito Santo. Tony precisa lidar com as lembranças da vida horrível que construiu para entender o que está havendo ali e pede uma nova chance. Ele retorna à Terra e terá experiências ainda mais impressionantes, com a chance de avaliar sua vida. Ele recebe o poder de curar - porém, com um preço: ele só poderá usar esse poder uma vez. Será que ele decidirá por utilizá-la da melhor forma?
YOUNG, William P. A Travessia. Tradução de Fabiano Morais. São Paulo: Arqueiro, 2012. 240 p.
Skoob FanPage (Livro)
Skoob FanPage (Autor)

Levei muito mais tempo para ler este livro de Young do que A Cabana. O livro me foi enviado em parceria com a Editora Arqueiro, e finalmente a resenha está indo ao ar! Existem livro que precisamos ler por conta da parceria - alguns são surpresas maravilhosas e outros, terríveis. Este é uma delas.

Eu preciso ser honesta e dizer que detestei Tony Spencer logo nas primeiras páginas. Isso porque ele é absolutamente irritante e egocêntrico! É um homem de quem ninguém diz nada de bom. Mas também profundamente solitário - alguns fatos de seu passado poderiam servir de justificativa, porém... Não acho que eu lidaria com tudo isso da mesma forma. Muito embora tenha alguma semelhança com A Cabana - as figuras divinas, que reaparecem, e uma lição de vida, mensagens marcantes, o livro também é um pouco mais denso que o primeiro de William. Ele te fará refletir e emocionar-se. Não garanto que não vá enfurecer-se.
Quando a incerteza se sobrepõe à rotina, você começa a pensar no que realmente importa e por quê. De modo geral, Tony não estava insatisfeito com sua vida. Era mais bem sucedido que a maioria, o que não era nada mal para uma criança adotiva que o sitema havia deixado na mao e que, a partir de um certo momento, decidira parar de lamentar. Tinha cometido erros e magoado pessoas, mas quem nunca fez isso? Estava sozinho mas na maior parte do tempo, preferia que fosse assim. (p. 18)
Você só pode descobrir como é delicioso passear pelo mundo criado por Young ao lê-lo.
Porque fica marcado em nós. Ele é sobre segundas chances, recomeços, mudança de visão e valorização da vida, em si. É uma ótima pedida para qualquer época do ano, não importa a sua religião ou outra questão.
Ele balançou a cabeça diante do completo absurdo daquela experiência. Logo perguntou-se: um acontecimento que não é real e que jamais será lembrado pode ser chamado de experiência? (p. 50)
Embora eu ame o estilo de Young, este não é um dos meus livros favoritos, e espero que venham melhores por aí o// Ao menos para mim, deixou muito a desejar e sei que ele pode fazer melhor, pois é um excelente escritor. Recomendo como leitura de passatempo, mas não essencial.


NOTA:
3/5

Comentários via Facebook

3 Comentários:

  1. Oi Thiiiiiiiiiis, que sdds!! :)
    Flor tenho um pouco de receio de ler esse livro pq acho parecidíssimo com o A Cabana, e embora vc tenha falado que é mais denso, ainda nao me animei em ler ;~
    Vale a pena mesmo??

    Beijao :*

    ResponderExcluir
  2. Faz um tempo que estou pensando se eu leio esse livro ou não, porque minha amiga leu ele e gostou mas tem gente que leu e não gostou, aí fico sem saber o que faço rsrs. Vale a pena ler ele?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sempre digo que toda obra merece ser lida, Jack. Para mim, foi uma experiência de leitura X. Para você, pode ser uma maravilhosa. eia sim ;-)

      Excluir

Obrigada pela presença e participação! ATENÇÃO: Todos os comentários são moderados. Aqueles considerados inapropriados à nossa política serão automaticamente excluídos. Comentários anônimos não serão aceitos.