13 outubro 2016

[TV SERIES] How I Met Your Mother - Series Finale

Muitos spoilers. Comentário geral da série e final de temporada. Usei muitas imagens que encontrei na internet. Se o dono de algumas discordar de seu uso, entre em contato por comentário, e elas serão retiradas.


Sabem crianças, a partir do momento em que conheci a mãe de vocês, eu soube que teria de amar essa mulher com todas as minhas forças, por tanto tempo quanto pudesse, e que não poderia deixar de amá-la, nem mesmo por um segundo. Carreguei essa lição através de todas as brigas bobas que tivemos, por todas as madrugadas de Natal, por todos os cochilos nas tardes de domingo, por todos os altos e baixos, pingos de ciúme, desânimo ou incertezas que cruzaram o nosso caminho. Eu carreguei essa lição comigo... Carreguei-a até mesmo quando ela ficou doente. (...) 
E foi assim, um dos finais de série mais chocantes de todos os tempos.
Quando HOW I MET YOUR MOTHER terminou e eu já estava comemorando a felicidade tão merecida e tão demorada de Ted - um cara legal e que não entendo porque ainda era solteiro -, uma alegria que, finalmente, havia chegado... Vêm os roteiristas, pegam aquela faca afiada, enfiam na sua ferida e giram a arma; insatisfeitos, sacodem-na para cima e para baixo, para ver se te atingiram bem e retiram a faca, só para enfiá-la de novo na sua emoção. E de novo. E de novo!!


Imagem do GOOGLE IMAGES
(...) Mesmo então, no que podemos chamar de o pior dos tempos, tudo que eu conseguia fazer era dar graças a Deus e a todos os deuses que existem e que virão a existir, e ao universo inteiro e qualquer um mais a quem eu puder agradecer, por ter encontrado aquela garota linda, naquela plataforma de trem, e por ter tido a coragem de me levantar, caminhar até ela, tocar seu ombro, abrir a minha boca e falar... (Ted Mosby)
Os fãs da série se dividem entre os que amaram e os que odiaram seu final. Afinal (trocadilhos à parte), Tracy Mosby foi um personagem carismático, amável, muito fácil de fazer a gente se apegar a ela - e terrivelmente parecida com Lily, de  uma forma que me fez pensar... Caramba, é a gêmea que separaram de Lily no berço. E é algo que Lily sempre dizia: "quando você encontrar a mulher da sua vida, ela vai usar o meu número de sapato". O espectador se apaixona por Tracy muito antes que Ted ponha os olhos nela, para enxergar ali a mulher de sua vida. Talvez, de propósito. E então, como autênticos ceifadores, levam de nós uma personagem tão querida. Tão fofa e incrível.
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- Engraçado como, às vezes, você simplesmente, encontra as coisas. (Tracy McConnell)
A forma como o casal se conheceu foi, por muito tempo, o foco das minhas atenções, de forma que a minha atenção foi facilmente desviada do verdadeiro romance em voga, ali. Quando você vê a pessoa com quem quer passar o resto da sua vida, não sente medo de dizer o que sente - porque, de fato, não importa se ela acredita nesse momento ou não, ou como a sociedade acostumada a mentiras vai reagir aos seus sentimentos. Quando você ama, simplesmente ama. Se ama de verdade, jamais terá medo de admitir.
Como se diz adeus aos melhores amigos que existem?
Como aceitar o casamento do amor da sua vida e dizer-lhe adeus definitivamente?

Só que... e se você encontrou o Amor da sua vida, a pessoa certa... No momento errado? Nem todos estão prontos para o mesmo nível de comprometimento, ao mesmo tempo. É então que, mesmo sem acreditar em destino, e sem pensar que é possível existir algo como almas gêmeas, você vê que existe um plano maior em tudo isso. Que algumas linhas já estavam escritas e previstas para dar certo, que algumas mudanças de rumo precisavam ocorrer no meio do caminho, para que o final viessem em toda a sua graça. 
Afinal, quando o amor está em questão, o óbvio nunca será a melhor opção.




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E o que dizer de Penny e Luke Mosby - os primeiros ouvintes dessa história romântica, fofa, super divertida, cheia de altos e baixos, muitas risadas, noites no McLaren's, paixão, ternos, pedidos de casamento. Adorei a permanência e atuação dos dois durante toda a série, ver seu crescimento, as mudanças e também como tudo mudou na sala de estar deles, a sugestão de uma história em movimento, sendo criada, ao passo em que o tempo passava. Uma história que, para nós, levou 9 e 208 episódios anos para ser contada, e que me deixava ansiosa a cada final de temporada, sobretudo a oitava.


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Crianças, tenham gostado ou não desse final, queria que tivesse uma coisa em mente: o que realmente importa na vida não é o destino, e sim a jornada. E não podemos negar que a jornada deles foi legen... esperem... Bem, vocês já sabem o resto. (Carter Bays and Craig Thomas, criadores)


ALYSON HANNIGAN: Lily Aldrin Eriksen, ruiva linda, nunca levou desaforo para casa. Estava previsto que seria uma das melhores mães do mundo


NEIL P. HARRIS: Barney Stinson, o maior "player" de Nova York, com uma criatividade para "pegar gatinhas" que, se fosse utilizada para salvar o mundo... Ele conseguiria salvar o planeta.
COLBIE SMULDERS: Robin Sherbotsky, a jornalista mais sem sorte e a noiva mais linda que já se viu. Quem pensaria naquele final, vendo o começo da série?

JASON SEGEL: Marshal Eriksen, o tipo de melhor amigo a quem você pode confiar seus filhos, sua casa, sua vida. E um marido e pai como jamais haverá ^^
JOSH RADNOR: Ted Mosby. Ted, Ted, Ted... Sabe aquele tipo de homem que você quer conhecer na vida? O melhor contador de histórias, romântico, sem medo de demonstrar o que sente e, muito antes que os outros, pronto a encarar o que viesse... ao lado da mulher que ama.

Acompanhei cada dia, cada episódio e cada personagem secundário que se tornou tão familiar e importante: o taxista Ranjit, as inúmeras namoradas de Ted - Wendy, Natalie, Victoria, algumas dando dicas de que ele deveria mesmo ficar com Robin, que ela era "The One" -, o bartender Carl, Scooter, Gary Blauman, o fofo James Stinson, Cindy, Zoey, Nora...


É natural que eu tenha me sentido impedida de falar sobre o final até hoje. Porém exibi alguns episódios para os meus alunos ontem e me senti tentada a rever também o final. Foi delicioso ver que o final estava ali no começo, e que o começo estava presente no final, como duas pontas de um grande novelo que finalmente se encontraram. Ri tudo de novo, chorei tudo novamente, e consegui ver através da nuvem de surpresa uma linha de razão para tudo aquilo.


Em abril, ainda presa à tristeza do final inesperado, eu só conseguia falar com raiva do que acontecera, e fui injusta ao dizer a algumas pessoas que o final foi uma droga, que ninguém se apegue à série, que o final é para corações acostumados às maldades da vidaHoje vejo que a indignação com o fim foi despropositada. Era necessário Ted encontrar Robin naquele dia. Era preciso que ficassem juntos no momento errado, que se apaixonassem por outras pessoas e amadurecessem quanto às suas noções de vida, amor, casamento, filhos.


Robin, a pessoa Certa no momento Errado, que não acreditava em casamento e teve de se casar no momento Certo, com a pessoa Errada, para só então perceber que a pessoa Certa apareceu na hora mais que Certa e ela deixou escapar. Mas boas pessoas merecem segundas e terceiras chances. Às vezes, era apenas a hora errada.


Estou conformada, agora. E fiz minhas pazes com o Adeus. E o que aconteceu depois?

Isso é uma outra longa história...

Vamos chorar juntos de novo? 


ALTERNATE ENDING - Final Alternativo

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1 Comentários:

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