12 janeiro 2017

[RESENHA] 2017.2 A Rainha Vermelha (Victoria Aveyard)

O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses. Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho? Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe - e Mare contra seu próprio coração. (SKOOB)
AVEYARD, Victoria. A Rainha Vermelha. Trad. Cristian Clemente.  São Paulo: Seguinte, 2015, 419 p.
Não somos iguais, embora não dê para perceber só de olhar.. A única coisa que nos diferencia - ao menos por fora - é que os prateados andam eretos. Já nossas costas são curvadas pelo trabalho, pela esperança frustrada e pela inevitável  desilusão com nosso fardo na vida. (p. 9)
Nada te prepara para esse final eletrizante. Que choque! Que revolta! Que ódio!!
Mare Barrow e sua família são vermelhos, todos. Isto significa que são a plebe, os mais humildes e menos valorizados. Seu destino é servir à elite prateada, que não apenas é mais abastada economicamente, mas possui muitos poderes sobre-humanos que os colocam em um status de "deuses". O único talento que ela tem é o de roubar e é assim que ajuda a própria família, pois não tem esperanças de conseguir qualquer emprego - e ainda corre o risco de ser mandada para o Exército (outra das únicas funções disponíveis aos vermelhos, que podem servir ou morrer pela Coroa. Legal, né? Não).

Como por milagre, Mare é chamada para o emprego no Palácio Real. E é nessa oportunidade que, apesar de ser vermelha, ela descobre que possui muito mais poder do que jamais imaginou, em um momento e cenas eletrizantes! Mare deverá se infiltrar e aprender a lidar com a nobreza e o luxo, porém, também deverá se habituar ao preconceito, às mentiras, intrigas e a tudo que vem coladinho às vantagens de se tornar... Um dos Prateados.
Todos podem trair todos. (p. 249)
O livro de Victoria Aveyard foi classificado e divulgado como uma distopia, então eu cruzei o livro não apenas ao seu excelente enredo, cheio de peripécias e problemas, mas também atenta aos aspectos distópicos presentes: vida em um mundo novo, futuro (vivem no ano de NE, ou seja, Nova Era, pelo que compreendi), apocalíptico; com forte desigualdade social; transfiguração física; um grupo pequeno de poder que aprisiona a seu modo um grande grupo desfavorecido; um elemento opositor que é banido, mas ganha força ao longo do livro.

Sem qualquer reservas, os fãs de séries como Jogos Vorazes, A Seleção, Game of Thrones e X-Men vão amar A Rainha Vermelha. Seguramente, encontrei traços dessas obras no livro, em forma de inspiração. A princípio, eu tivera reservas quanto à obra, pelo que considerei anacronias, por sua indecisão sobre ser passado ou futuro, sobre um marco temporal que não visualizei a princípio, mas surgiu depois. Então sim, pode ser considerada uma Distopia completa, dependendo destes quesitos.
Eu sou o rei. Você vai viver se eu quiser. E assim farei. (p. 381)
O livro fala de traição, inveja, mentira. Aborda intrigas, problemas de família, questões de sangue e de ambição pelo poder. Você não vai sorrir muito, pois estará bem ocupada (o) sentindo a tensão pelo que virá depois, ódio pelas descobertas feitas, nojo pelas traições realizadas e expectativa pelo que virá no futuro. Um livro para ser lido e relido! Excelente presente, também. RECOMENDADO!

NOTA:
4,5/5

Comentários via Facebook

1 Comentários:

  1. Thay!
    Adorei a leitura desse livro, bem carregado de toda dualidade advinda das distopias e quando pensei que tudo estava perdido e as coisas iriam se acertar...pum, vinha uma reviravolta totalmente inesperada.
    Uma ótima leitura.
    “O saber se aprende com os mestres. A sabedoria, só com o corriqueiro da vida.” (Cora Coralina)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    TOP Comentarista de JANEIRO dos nacionais, livros + BRINDES e 3 ganhadores, participem!

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