01 fevereiro 2017

[RESENHA] Quem é você, Alasca? (John Green)


Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras que, cansado de sua vidinha pacata e sem graça em casa, vai estudar num colégio interno à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o "Grande Talvez". Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young, uma garota inteligente, espirituosa, problemática e extremamente sensual, que o levará para o seu labirinto e o catapultará em direção ao "Grande Talvez". (SKOOB)

GREEN, John. Quem é você, Alasca?. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2010, 240 p.

Romance / Jovem adulto / Literatura Estrangeira


A palavra que melhor define este livro, para mim, é: Decepção.
Quem já me segue há muito tempo, sabe que, quando me apaixono por um autor, quero ler tudo dele e colecionar. No entanto, este livro quebrou essa necessidade que eu tenho, pelo menos com relação a John Green - que tanto me emocionou com A culpa é das estrelasLi "Alasca" em conjunto com minha amiga Suellen, pois entramos no desafio de tirar os empoeirados da estante. Começamos com Orgulho e Preconceito e chegamos a este livro de John Green.

O escritor tem uma boa narrativa, isso é inquestionável; porém, o que deixou a desejar - e muito - foi o desenrolar dos fatos, a construção dos personagens, que eram 100% planos, rasos e superficiais, o ambiente, que era clichê e muito modinha; além de pouca desenvoltura na preparação de um desfecho, que terminou por ser muito confuso. Os únicos momentos que me proporcionaram algum tipo de interesse foram os debates religiosos na escola.
Nunca fora religioso, mas ele nos disse que a religião era importante, quer acreditássemos nela, quer não, da mesma maneira como os fatos históricos são importantes quer tenhamos participado dele, quer não. (33)
Os personagens não me despertaram o mínimo afeto e a leitura foi sofrível, porque eu contava as páginas para o livro acabar. Em tantos momentos, ele me provocou sono, que apenas poucas mensagens me chamaram realmente à atenção, e tudo o mais foi correndo sem que eu me ativesse muito àqueles fatos.
... usamos o futuro para escapar do presente. (56)
É difícil imaginar que este é o mesmo autor de ACdE, pois toda a habilidade de nos conquistar com protagonistas fortes, que enfrentam uma situação de risco, mas dão tudo de si, se resume à sua obra mais aclamada. Recomendo apenas como leitura comparada, para que seja possível ao leitor ter ideia daquilo que o agrada, ou não. Porém eu, ao menos, não pretendo reler.


NOTA:
2/5

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