01 abril 2017

[RESENHA] Espada de Vidro (Victoria Aveyard)

PODE CONTER SPOILERS DO PRIMEIRO LIVRO!



"Se sou uma espada, sou uma espada de vidro, e já me sinto prestes a estilhaçar." O sangue de Mare Barrow é vermelho, da mesma cor da população comum, mas sua habilidade de controlar a eletricidade a torna tão poderosa quanto os membros da elite de sangue prateado. Depois que essa revelação foi feita em rede nacional, Mare se transformou numa arma perigosa que a corte real quer esconder e controlar. Quando finalmente consegue escapar do palácio e do príncipe Maven, Mare descobre algo surpreendente: ela não era a única vermelha com poderes. Agora, enquanto foge do vingativo Maven, a garota elétrica tenta encontrar e recrutar outros sanguenovos como ela, para formar um exército contra a nobreza opressora. Essa é uma jornada perigosa, e Mare precisará tomar cuidado para não se tornar exatamente o tipo de monstro que ela está tentando deter. (ADICIONE O LIVRO AO SKOOB)
Espada de Vidro é o segundo volume da série distópica A Rainha Vermelha (Red Queen), de Victoria Aveyard. Eu terminei o livro 1 da série com um terrível gostinho de "Quero Mais" e, apesar de ter considerado o livro desnecessariamente extenso, gostei de como ela desenrolou os fatos.

Com um início e um meio bem maçantes, como parece ser característico da autora, os principais acontecimentos se desvelam no final. Mare descobre que não é a única vermelha no mundo que possui poderes especiais, mas há uma lista com dezenas deles, um papel que Julian Jacos protegia a sete chaves, mas que pode já ter passado pelas mãos de Maven - o traidor.


Vem aí um grande spoiler: Maven Calore, irmão de Cal, não era o rebelde anti-prateados que se declarou durante TODO o livro A Rainha Vermelha. Ao final, ele se revelou um infiltrado, sim, mas na Guarda Vermelha e na vida de Mare, que confiou nele até o fim, mal sabendo que ele estava sendo manipulado pela mãe para seguir a todos. Foi uma grande jogada de mestrei, a la Cersei Lannister. Assim, Cal foi forçado pela murmuradora Elara Merandus a utilizar sua própria espada e matar seu pai - sendo, assim, considerado um traidor do reino, perante as câmeras que só flagraram imagens e não os sons reveladores.

Todo mundo pode trair todo mundo.
Esta frase, repetida na mente e pela boca de Mare em vários momentos do livro, reflete o que ela quer dizer com maestria. Uma marca registrada desta série, também, são as traições em geral, que ocorrem a cada 5 minutos. É quase um a cada fechamento de capítulo, deixando a protagonista de queixo caído. Creio que Victoria exagera nas traições, mas isso movimenta a trama. 

Não podemos negar que, neste livro, Victoria foi detalhista: ao contrário do rápido e fluído A Rainha Vermelha, que, em estrutura e enredo, é uma novela, com Espada de Vidro, ela criou o primeiro romance da saga, com reviravoltas e peripécias aqui e ali, explorando bem os cantos de Norta e também os poderes dos Vermelhos Com Poderes - chamados agora de "Sanguenovos. 
- Vejo o que você pode se tornar: não apenas um relâmpago, mas uma tempestade. A tempestade que vai engolir o mundo inteiro.
Alguns sanguenovos chamam a atenção, como Nix, Cameron e Jon. Um pétreo forte além da conta, uma Silenciadora que mata apenas com a mente e um Observador, que consegue ver planos, esquemas e também o futuro, melhor que qualquer prateado. Entre outros, menos iminentes, mas que também tiveram papel importante no fim das contas.

Neste livro, sofremos uma grande perda. Lembro que eu estava na fila do banco, lendo, quando, no meio da batalha, PAH! Uma lança atinge o coração de um dos meus personagens favoritos na série. Eu segurei o choro à força, mas as lágrimas vieram a cair, eventualmente. 

Cal tem uma importância à parte. Príncipe exilado, agora, considerado traidor do reino por "matar" o pai a sangue frio, ele vive uma fase de luto e de ódio por Elara e Maven, mas logo toma as rédeas da própria vida e parte com a turma da Guarda Escarlate (sob olhos desconfiados deles) em busca de sanguenovos. 

Farley, que mulher! Ela ganha maior destaque nesse livro, e eu gostei muito do fato, porque admiro-a demais. O destaque se dá para a barbaridade que Maven comete contra Mare - não entrarei em detalhes, mas é algo que explode nossa mente, pela maldade cometida. Nesse momento, ocorre o ponto de virada do relacionamento entre Mare e Cal - que haviam prometido não "distrair um ao outro" na batalha, mas já não conseguiram segurar.
Se sou uma espada, sou uma espada de vidro, e já me sinto prestes a estilhaçar.
No geral, um bom livro, extenso demais, mas que passa longe de decepcionar.

NOTA:
4/5

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