14 fevereiro 2018

[Resenha] The Time Machine (H. G. Wells) - em inglês

SASAKI, Chris. The Time Machine - Retold from the H. G. Wells original. Classic Starts. New York: Sterling Children's books, 2008.
H. G. Wells’s sobering, thought-provoking novel is one of the greatest works of science fiction ever created—and as powerful today as when it was written. After inventing a machine that moves through time, the Traveler leaves Victorian London and goes far, far into the future. At first, the world he discovers seems peaceful and prosperous. But as he looks below the surface he realizes that things are not exactly as they first appeared.

Fabuloso! Sem favor algum, um dos meus livros favoritos na história. Distopia pura.
Fiz resumo por capítulos, está cheio de spoilers, porque li estudando para a dissertação, leia por sua conta e risco. 


Esta é a quinta vez que li A máquina do tempo, agora em inglês, mas um clássico adaptado para jovens por Chris Sasaki. Ou seja, é a história recontada, de um dos maiores clássicos da Literatura inglesa e da Ficção Científica, Especulativa, que nome tenha. Recomendo fortemente a sua leitura, pelos aspectos distópicos - encontrei praticamente todos -, por ser um clássico, por ser fruto da mente de um gênio socialista ferrenho e que tinha prazer em criticar a sociedade como a conhecia no século XIX, e um forte pessimismo quanto ao futuro. 

Wells e seu Viajante nos mostram, no futuro, um mundo completamente destruído, e longe da Utopia que se imaginava de um tempo e de povos supostamente tão avançados. A humanidade se destruiu e destruiu o mundo! Não é uma Distopia como classifico, reacionária. Ela se concentra no desmazelo de um mundo apocalíptico e destruído pela espécie humana. 

Livro fantástico. Amo. Recomendo.

No primeiro capítulo, o visitante narrador personagem foi jantar na casa do Viajante no Tempo, e lá encontrou pessoas eminentes da sociedade: médico, o prefeito, o artista. Ele os convida para contar a novidade: primeiramente, explicar que o que aprenderam na escola sobre as 3 dimensões de qualquer objeto é falha, pois existe uma quarta dimensão, que é a do tempo. E que ele havia construído, não apenas um protótipo, que testou para provar que viaja no tempo, mas uma grande máquina - de descrição breve, mas que provoca nossa imaginação, quanto ao seu aspecto. O médico pergunta se tudo aquilo é um truque ou piada, mas o Viajante propõe que vai deixar o ano de 1895 para vasculhar as profundezas do tempo.

No capítulo 2, um novo convite para jantar com o Viajante, desta vez com a presença dos 4 anteriores, mais o Editor de Publicações e do Escritor (O Jornalista). De repente o Viajante aparece, todo sujo, sangrando, sem sapatos, só com meias rasgadas, e com muita fome e sede. Ele contou que, desde o dia anterior, ele viveu um período de 8 MARAVILHOSOS dias. Estava exausto, mas não dormiria até contar tudo. Pediu pra não ser interrompido, e afirmou que tudo o que contaria era verdade, não era impossível.

No 3, o próprio Viajante agora toma conta da narrativa, e descreve com detalhes a sua experiência corpórea de viagem no tempo. A forma como o mundo se transformou, e os dias e anos e séculos passaram em questão de minutos para ele. Finalmente, ele parou. Encontrou uma grande estátua semelhante a uma esfinge grega, com cabeça de leão. Havia chegado ao ano 802.701!! Ele notou os prédios gigantescos, as flores roxas e os muitos frutos naquelas plantas ao redor. Finalmente, encontrou um serumaninho com 4 pés de altura, aproximadamente 1,21m, rosto infantilizado, seus movimentos eram graciosos, e ele não parecia muito forte.

No 4, O povo encontrado pelo Viajante era bondoso e simpático, mas não falavam sua língua: no lugar, falavam um idioma prazeroso de se ouvir, mas incompreensível. Possivelmente um dos pontos altos da distopia em Wells é verificado na página 33, quando ele diz que "Eu estava confuso... Eu sempre pensei que as pessoas ficariam mais espertas com o tempo. Afinal, veja quanto avançamos desde a idade da caverna. eu pensaria que as pessoas do ano 802.000 estariam bem além de nós em ciências e artes - em todas as formas. Mas em vez disso, essas pessoas achavam que eu viera do sol. Eu estava desapontado. Senti como se eu tivesse construído a maior invenção de todas, apenas para descobrir um futuro decepcionante." (p. 33) Ele tenta trocar conhecimentos e estabelecer comunicação com os Elois, mas sua maior curiosidade reside mesmo no mundo do futuro, lá fora.

NO 5, o Viajante reconhece que houve profundas transformações em seu mundo, até o Tâmisa havia mudado de curso, a caminho do oceano. os Elois, as flores, prédios, tudo era diferente do séc. XIX. Ele verifica também a mudança na instituição da família e do lar. Percebeu também a massificação do povo, todos eram parecidos em vestimenta, expressões, como se não fossem diferentes em nada, a não ser em tamanho. A Terra parecia um paraíso. Mas essa é a questão: parecia, mas não era. Ele critica que a vida era muito fácil, não havia mais doenças e nada pelo que lutar, então os Eloi cantavam, brincavam, dormiam. Já tinham tudo de que precisavam, então não precisavam usar a mente. Ele se sentou em um banco e sentiu-se decepcionado perante aquela nova realidade do futuro.

No 6, A máquina do tempo foi perdida e, no desespero, o Viajante começa a sondar o lugar e descobre uma estátua muito suspeita, na qual parece ter uma entrada para um outro ambiente. Ele encara aquilo com suspeita. No 7, O viajante não sabe muito bem como as pessoas se viravam naquele mundo, como as frutas iam parar na mesa, onde ficavam seus cemitérios e porque a população era tão jovem - sem idosos à vista - e também qual seria o segredo dos poços naquele território. No 8, o Viajante resgata Weena de um afogamento, enquanto fica surpreso pela passividade do resto de seus amigos quanto à possível morte da amiga. Os dois se aproximaram rapidamente. Um toque fantástico se fez presente, quando o Viajante ficou incerto se teria visto fantasmas, ou se foram a sua imaginação. Na verdade, eram os Morlocks.

No 9, sol estava muito forte na época, e ele procurou um local mais arejado. Acabou encontrando um Morlock pela primeira vez, e viu que a raça humana se dividiu em duas. Uma mais animalizada e odiada. Ele faz comparações entre esse povo e o povo de Londres, que come, dorme e trabalha. No 10, o Viajante se interessa por conhecer melhor os Morlocks, e por fazer uma expedição em busca de sua Máquina. Ele teve uma melhor visão de como eles eram, fisicamente animalescos, e também descobriu seu receio de fogo. No 11, ele compara os Elois aos povos ricos de seu próprio tempo; porém os Elois tinham fraquezas para defenderem-se e também levavam o que o Viajante chamava de vida fácil. Ele se preocupou com a própria segurança e acabou se mudando para o prédio verde. No caminho, Weena pegou muitas flores e encheu com elas o bolso do Viajante. Ele se tornava mais e mais próximo dela.

No 12, o Viajante se depara com o fato de que os Elois haviam esquecido a fala e a escrita. Viu grandes galerias, com objetos curiosos. No 13 e 14, o Viajante tem de se livrar de um ataque dos Morlocks, quando se julgava mais esperto que todos eles, foi surpreendido pelos seus instrumentos. Ele finalmente encontra sua máquina do tempo e pôde viajar no tempo, só que ainda mais para o futuro. Do 15 ao 17, conta-se sobre a recuperação da máquina e o retorno dele pra casa. O Viajante acaba indo mais à frente, trilhões de anos no futuro e descobriu uma Terra que só se deteriorava cada vez mais - aumentando a crença de que a raça humana não vai cuidar bem da Terra. E fará cada vez pior. 
NOTA: 5/5

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