05 julho 2018

[POEMA DE QUINTA] O Guardião do Tesouro

Na primeira quinta,
Lágrimas amargas
Azedas de sal
O peito rachava
Em gritos silenciosos
E máscaras de dor.

Na segunda quinta,
Domínio do ócio
Estupor alastrado
E coração domado,
A voz inquieta,
Vendo o sol se pôr.

Na terceira quinta,
Os olhos secos,
O sorriso vivo,
Os passos marotos na rua
O cabelo em leves cachos
O sabor da lembrança no lábio

Na quarta quinta, a saudade.
No leito, apenas meus fios de cabelo.
Na sala, a memória do beijo
Na varanda, no céu,
O cinza que a chuva tingiu
A saudade do guardião de tesouros

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