08 março 2020

[08.03] RESENHA: Como não ser um babaca (Meghan Doherty)

SINOPSE SKOOB: Todos os dias, encontramos pessoas que nos fazem pensar: “caramba, que babaca!” Pode ser o sujeito que furou a fila na nossa frente no banco, ou a dondoca no avião que faz o favor de abaixar o encosto do banco em cima da nossa perna. Na escola, pode ser aquela garota que não para de fofocar durante a aula enquanto você tenta prestar atenção à matéria. E no trabalho, sempre tem um colega que deixa o micro-ondas sujo na cozinha ou afana sanduíches alheios da geladeira. E, às vezes, até mesmo a gente pode cometer gafes e causar uma impressão babaca, seja por desatenção (“Opa, não vi você aí na fila!”) ou por inocência (“Essas músicas são horríveis, né? Ah, desculpa, não sabia que era sua banda favorita!”). Todo mundo está sujeito a escorregar, e para uma boa convivência em sociedade é essencial que saibamos identificar nossos gestos pouco simpáticos e agir com educação e respeito. E Como não ser um babaca traz inúmeros conselhos e dicas para nos ajudar a fazer isso. Com exemplos bem-humorados e ilustrações divertidíssimas, Meghan Doherty apresenta diversos cenários em que há potencial para “comportamento babaca”, como no trânsito, em relacionamentos e até na internet, e nos convida a refletir como nossas ações podem afetar os outros. Humor, Comédia / Literatura Estrangeira
Comprei o livro pela curiosidade que o título me causou e adorei pelas risadas provocadas! Ele tem um Termo de Compromisso de como não ser um babaca logo nas primeiras folhas, que você deve assinar e é muito divertido de ler!! O livro tem 7 capítulos explicando como não sermos babacas nos relacionamentos, em casa, na escola, no trabalho, nas diversões, no trânsito, e na internet, além de fechar com uma lista de babacas catalogados (alguns). Neste primeiro capítulo, há vários momentos engraçados, mas, à medida que você vai avançando e se reconhecendo, nota que algumas atitudes, de fato, podem ser evitadas e moderadas.
Se guardar suas emoções mais complexas trancadas dentro de uma caixinha, nunca vai descobrir por que está infeliz (p. 18) 
Num certo trecho de *Como Não Ser um Babaca* Em Casa, me deixou pensando em quantas coisas o autor deve ter vivenciado em casa, para escrever dicas assim, rsrs. Ele é hilário e me flagrei rindo por completas besteiras, que fazem total sentido na vida real!!
Não cuspa... na comida para ficar com ela (p. 53)
Ele nos estimula a dividir tarefas, manter a casa limpa e ter muito tato com as pessoas que dividem o mesmo teto que nós; ademais, fala de volume de som para conviver bem com os vizinhos e colegas de quarto. São boas lições de convivência, sob o véu do bom humor. Na verdade, são coisas que já sabemos serem necessárias para se viver bem com outras pessoas, mas a gente acaba esquecendo, vez ou outra. É tão ÓBVIO, que se torna curioso o fato de estarmos esquecendo dessas coisas.

Estou quase terminando, e já não o fiz por causa das escolas. O bom do livro é que ele nos oferece um guia especial de etiqueta do cotidiano, apesar de se inserir amplamente no contexto americano e seu estilo de vida, suas necessidades, é uma publicação excelente para percebermos que pequenas atitudes e a nossa forma de reagir a algumas situações do dia a dia podem fazer a diferença na convivência básica humana. Tudo bem, você pode pensar: "Não sou obrigada!", porém, cara... O livro nos faz pensar em como seriam as coisas se todo mundo resolvesse fazer TUDO o que lhes desse na telha? Só para e pensa por um segundo, se a gente não tivesse de pensar na vez do outro, alternada com a nossa. O que aconteceria no trânsito, nos restaurantes, nos estacionamentos? Isto foi desenvolvido com um propósito de organizar a nossa sociedade civilizada. É bom aprender e respeitar muitas dessas dicas de ouro.

Em particular, as dicas de etiqueta para não ser babaca no ônibus, no trem e até no metrô são excelentes para o dia a dia. Muitas, fingimos não existir, particularmente quando algo tem o potencial de perturbar o nosso conforto. Mas a frase "Todos estão no mesmo barco", na minha opinião, deu todo o tom do capítulo.
A tecnologia pode ter evoluído, mas a natureza humana, não! (p. 172)
Sensacional esta quote, para abrir o capítulo final deste livro extremamente relevante! No final, talvez um dos pontos em que mais se deve trabalhar a etiqueta é no convívio online. O livro foi mais instrutivo que divertido, no final. Eu esperava gargalhar mais, porém, houve algumas regras de etiqueta anti-babaquice muito necessárias ao dia a dia - algumas que nunca conheci!

RECOMENDO, SIM!

NOTA: 4,5/5
ISBN-13: 9788580577327
ISBN-10: 8580577322
Ano: 2015
Páginas: 192
Idioma: português
Editora: Intrínseca

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