21 março 2020

[21.03.2020] Quarentena, dia 4: Livros que abordam epidemias

    • 306.677 casos confirmados no mundo;
    • 13.017 mortes registradas;
    • 94.798 casos de alta/recuperação;
    • 188 países afetados pelo COVID-19;
    • 1.178 casos de coronavírus no Brasil;
    • 18 mortes no Brasil, sendo 15 em São Paulo e 3 no Rio de Janeiro. (World meters)
    ESPERANÇA?

    Em uma situação como esta, como agir?
    Na última quarta-feira, dia 18, havia 1 morte por coronavírus registrada no Brasil. Hoje, elas totalizam 18 - das que já foram reportadas. Onde e quando isto vai parar? Neste momento, os países mais afetados são:

    1. China (81.008 casos e 3.255 mortes);
    2. Itália (53.578 casos e 4.825 mortes);
    3. EUA (25.896 casos e 316 mortes);
    4. Espanha (25.496 casos e 1.378 mortes);
    5. Alemanha (22.364 casos e 84 mortes).

    Por outro lado, entre os locais menos afetados, estão: a cidade do Vaticano, Uganda, Timor-Leste, Somália, São Martin, Papuã Nova Guiné, Nigéria, Nepal, Antigua e Barbuda, cada qual com um caso registrado e nenhuma morte registrada. Seria o momento de ver o que estas nações têm em comum, que o vírus não as atacou como a nós? Mas a postagem de hoje tem o propósito de, se não puder ser mais leve, conseguir ser menos pesada. Fiz uma pesquisa para indicar a vocês boas histórias que nos façam pensar sobre epidemias e confinamento. Alguns nomes são bem populares. Vamos conhecê-los?

    HISTÓRIAS SOBRE CONFINAMENTO E EPIDEMIAS 
    No post anterior, eu fiz um apanhado de todas as grandes epidemias da história e, em comparação, percebo que o Covid-19 ainda não chegou perto do que a Tuberculose, a Peste Negra e a Gripe Espanhola fizeram neste mundo. Espero que não chegue. Em todo caso, vim trazer indicações de ficção - na leitura, na TV e no cinema!

    A MÁSCARA DA MORTE VERMELHA (EDGAR ALLAN POE, 1842)

    Sinopse Skoob: muito tempo, a "Morte Rubra" devastava aquele país. Jamais se vira peste tão fatal e tão terrível. O sangue era a sua encarnação e o seu sinete: a vermelhidão e o horror do sangue. Aparecia com agudas dores e súbitas vertigens, seguindo-se profusa sangria pelos poros e a decomposição. Manchas escarlates no corpo e sobretudo no rosto da vítima eram o anátema da peste, que a privava do auxílio e da simpatia de seus semelhantes. E toda a irrupção, progresso e término da doença não duravam mais de meia hora. Mas o Príncipe Próspero era feliz, destemido e sagaz. 

    Quando seus domínios se viram despovoados da metade de seus habitantes mandou chamar à sua presença mil amigos sadios e joviais dentre os cavalheiros e damas de sua corte, retirando-se com eles, em total reclusão, para uma de suas abadias fortificadas. Era um edifício vasto e magnífico, criação de príncipes de gosto excêntrico, embora majestoso. Cercava-o forte e elevada muralha, com portas de ferro.

    FONTE: SKOOB
    Logo que entraram, os cortesãos trouxeram fornos e pesados martelos para rebitar os ferrolhos. Tinham resolvido não proporcionar meios de entrada ou saída aos súbitos impulsos de desespero dos de fora ou ao frenesi dos de dentro. A abadia estava fartamente provida. Com tais precauções, os cortesãos até poderiam desafiar o contágio. Que o mundo exterior se arranjasse por si, eles estavam salvos e era o que importava!

    Enquanto isso, de nada valia nele pensar ou afligir-se por sua causa. O príncipe tudo providenciara para que não faltassem diversões e provisões. Havia jograis, improvisadores, bailarinos, músicos. Havia Beleza e havia vinho. Lá dentro, tudo isso e segurança. Lá fora, a "Morte Rubra". Mas eis o problema dos vírus... Eles só precisam de uma pequena brecha para se instalarem...

    Alguns críticos estabelecem conexões entre esta Morte Vermelha e a Peste Bubônica, que dizimou milhões de pessoas no mundo e nos faz pensar em aspectos que vão do científico ao social e econômico. Recomendo!

    SKOOB - LINK
    ISBN-13: 9788506048467
    ISBN-10: 850604846X
    Ano: 2006 / Páginas: 18
    Idioma: português
    Editora: Melhoramentos 
    Escritores dos mais diferentes gêneros e estilos, como a inglesa Mary Shelley, de O Último Homem (1826); o americano Edgar Allan Poe, de A Máscara da Morte Rubra (1842), e o colombiano Gabriel García Márquez, de O Amor nos Tempos do Cólera (1985), descreveram os horrores de uma epidemia. Um dos pioneiros foi Daniel Defoe (1660-1731). Em Um Diário do Ano da Peste (1722), o inglês relata o episódio que devastou Londres em 1665 e dizimou 100 mil pessoas. O desespero era tanto que, na falta de um tratamento eficaz, as pessoas recorriam às mais estapafúrdias profilaxias, como mastigar tabaco ou amarrar noz-moscada ao pescoço. Com medo da contaminação, muitas famílias se trancaram em casa. Outras tantas fugiram às pressas. (Fonte: Abril Saúde)
    UM DIÁRIO DO ANO DA PESTE (DANIEL DEFOE, 1722)

    Sinopse Skoob: Este livro trata de uma vívida, inquietante e informada reportagem acerca da epidemia de peste bubônica que dizimou grande parte da população londrina. Reportagem e ficção se mesclam, no esmero do registro, onde sempre há a técnica do escritor nos fatos, criando personagens, descrevendo cenas literariamente tratadas, cedendo ritmo indispensável de diálogos que recompõem um clima novelesco. Séculos depois, continua influenciando autores, como o fez com Capote e Hershey,

    SKOOB - LINK
    Ano: 1987 / Páginas: 216
    Idioma: português
    Editora: L&PM


    O ÚLTIMO HOMEM (MARY SHELLEY, 1826)
    Sinopse Skoob: foi publicado na Inglaterra em 3 volumes logo após a morte de seu marido de Shelley, construindo uma visão do futuro, descrita a partir de um manuscrito profético, no qual é apresentado o final da humanidade. O protagonista da história, Lionel Verney, filho de uma família nobre lançada à pobreza, pela rudeza e orgulho desmedidos, ao longo da narração é transformado, psicológica e emocionalmente, através de suas relações com amigos e familiares e da terrível guerra que assola o mundo, cujas consequências levariam a Humanidade à destruição: uma praga que gradualmente mataria a todos, homens e mulheres, sendo Verney o único humano imune que testemunha a gradual destruição de todos a sua volta. 
    A vida dos personagens é apresentada em um contexto no qual os interesses pessoais e domésticos são substituídos pelas exigências políticas, e estas, suplantadas por uma praga incontrolável que engolfa toda a espécie humana. Na introdução do livro, um narrador desconhecido afirma ter encontrado na caverna da sibila Cumana, sacerdotisa de Apolo, um manuscrito escrito por esta última, sobrevivente à destruição dos livros proféticos dessa sibila ocorrido por acidente em 83 a.C. num incêndio no senado romano.
    ISBN-13: 9788588781351
    ISBN-10: 8588781352
    Ano: 2007 / Páginas: 496
    Idioma: português
    Editora: Landmark 

    ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA (JOSÉ SARAMAGO, 1995)
    Sinopse Skoob: Uma terrível "treva branca" vai deixando cegos, um a um, os habitantes de uma cidade. Com essa fantasia aterradora, Saramago nos obriga fechar os olhos e ver, recuperar a lucidez, resgatar o afeto: essas são as tarefas do escritor e de cada leitor, diante da pressão dos tempos e do que se perdeu. Um motorista parado no sinal se descobre subitamente cego. É o primeiro caso de uma "treva branca" que logo se espalha incontrolavelmente. Resguardados em quarentena, os cegos se perceberão reduzidos à essência humana, numa verdadeira viagem às trevas. 
    O Ensaio sobre a cegueira é a fantasia de um autor que nos faz lembrar "a responsabilidade de ter olhos quando os outros os perderam". José Saramago nos dá, aqui, uma imagem aterradora e comovente de tempos sombrios, à beira de um novo milênio, impondo-se à companhia dos maiores visionários modernos, como Franz Kafka e Elias Canetti. Cada leitor viverá uma experiência imaginativa única. Num ponto onde se cruzam literatura e sabedoria, José Saramago nos obriga a parar, fechar os olhos e ver. Recuperar a lucidez, resgatar o afeto: essas são as tarefas do escritor e de cada leitor, diante da pressão dos tempos e do que se perdeu: "uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos".
    ISBN-13: 9788571644953
    ISBN-10: 8571644950
    Ano: 1995 / Páginas: 312
    Idioma: português
    Editora: Companhia das Letras
    FONTES:

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